domingo, 25 de abril de 2010

O QUE É OBSESSÃO?





Para responder a essa pergunta vamos nos reportar ao Livro dos Médiuns, que poderíamos classificar como a metodologia da ciência do mundo espiritual, no item 237:
Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário,se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança.
Em que pese o aspecto “maravilhoso” e chamativo que algumas pessoas observam e até desejam na prática mediúnica, a obsessão é a grande ferida que se abre na alma humana (independente ou não de sermos médiuns ostensivos) e que nos conduz ao aspecto doloroso do trabalho espírita.
Como médiuns aprendemos a lidar com a dor, a vingança e a perseguição tenaz (de uma vez que o verbo obsidiar vem do latim e significa perseguir tenazmente, sem trégua) por parte de um desencarnado contra o encarnado. Como vítimas da obsessão também sofremos essa perseguição.
A obsessão pode ocorrer de desencarnado para encarnado, de encarnado para desencarnado, de encarnado para encarnado.
Pelas nossas dificuldades e erros podemos atrair companhias espirituais que são atraídas por nós como moscas pela sujeira. Essa é a obsessão de desencarnado para encarnado.
Quando a morte leva alguém a quem amamos, precisamos nos equilibrar para que os nossos lamentos (não é a saudade, esta sempre irá nos acompanhar) não atraiam o nosso ente querido que certamente sofrerá ao ver nosso estado. Devemos orar por nossos amados e aguardar com fé e equilíbrio o momento do reencontro. Quando isso não acontece, temos a obsessão do desencarnado pelo encarnado. Preces e ajuste são o que precisamos para não causar sofrimento ao que se foi.
O pensamento obsessivo, seja por uma paixão desequilibrada ou por ódio a um encarnado, pode criar um tipo de obsessão que chamamos de encarnado para encarnado.
Quanto a intensidade, a obsessão pode ser: obsessão simples, fascinação e subjugação (erroneamente chamada de possessão).
Na obsessão simples o espírito insiste em comunicar-se, pode tomar o nome de outro e apresentar-se como tal, ou ainda insistir em produzir manifestações de efeitos físicos tais como ruídos, pancadas ou mesmo fogo. Nesse caso, o médium tem consciência da situação e pode defender-se como se fosse apenas mais um aborrecimento causado pelo espírito obsessor.
Na fascinação, o espírito apresenta-se sob nomes louváveis e faz com que o médium (geralmente muito orgulhoso) acredite que é muito importante ou que tem uma missão que somente ele é digno de desempenhar. O senso crítico fica comprometido e podemos observar mensagens pueris assinadas por espíritos honoráveis, quando não pelo próprio Jesus, pois não há escrúpulos de parte do obsessor. Enganar é o seu ofício. Mudança de comportamento geralmente acompanha esse problema.
O mais alto grau de obsessão chama-se subjugação e geralmente de corre da fascinação que não foi tratada devidamente. Como o próprio nome diz, o espírito mantém um domínio quase absoluto da sua vítima, levando-a a comportamentos bizarros e a dar comunicação em qualquer lugar. Na Idade Média acreditava-se que era o próprio Diabo que se apossava do corpo da vítima e o comandava como a uma marionete. Hoje, sabemos que não é possível a nenhum espírito entrar no corpo de um encarnado. Ele liga-se á sua mente como se fora uma tomada elétrica e domina os núcleos cerebrais responsáveis por todas as ações da sua vítima. Muitas vezes o processo é tão violento que aparece como um estado de loucura permanente. Claro que nem toda loucura é obsessão, mas em sua maioria há sempre uma influência de desencarnados.
Observar seu comportamento, vigiar seus atos, desconfiar de atitudes impensadas ou agressivas, irritabilidade acentuada sem motivo, uso de palavrões sem escrúpulos podem ser pontos indicadores dessa “doença” da mediunidade.
O tratamento consiste em orar e vigiar, como nos apontou Jesus. Deve-se procurar um grupo espírita bem organizado, iniciar os tratamentos que forem designados , geralmente Evangelho no Lar, Passes e água fluidificada ; bem como procurar perceber que tipo de comportamento pode estar atraindo o irmão obsessor. O mais importante: Ore por esse inimigo que te busca. Orar pelos inimigos é a maior prova de caridade. Como diz Kardec: Fora da Caridade não há salvação.
Uma semana de paz, harmonia e amor.

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